segunda-feira, 24 de agosto de 2009

eu coloquei um piercing no nariz. lindinho, pequenininho.
quando minha mãe chegou eu já estava esperando o falatório... mas, eis que ela profere a seguinte frase:
"Kelly, tem uma espinha horrível no teu nariz"!

animador, não???

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

faz tanto tempo que não venho aqui...

Sofia com virose, visita ao hospital. agora ela já está melhor, mas ainda quase sem comer sólidos. emagreceu tanto a minha bichinha.

crianças não devia ficar doentes. devia haver uma regra universal de que as pessoas só podiam adoecer depois dos 20 anos de idade. ainda dava tempo de acontecer a seleção natural, não dava?

e toda mãe com filho doente fica com cara de louca, já notaram???

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

tem dias que a gente fica triste, né?

hoje é um dia desses. na verdade, começou já de madrugada - dona Sofiinha caiu da minha cama. quase tive um enfarto do miocardio, vim socorrê-la preparada para ver sangue. mas, ainda bem e graças às forças extraterrenas, não aconteceu nada. fiquei com medo que ela tivesse batido a cabeça, e não a deixei dormir. ficamos até 02h30 vendo... cocoricó!!! claro!!!

desde que acordei estou com a sensação de ter o corpo descolado da minha alma, e assim continuou por todo o dia. nada deu certo, absolutamente nada!

salvo no fim do dia, quando resolvi abandonar tudo e ir ao cinema. sim, eu fiz isso. sessão das 16h00... que peso na consciência! fui ver "à deriva", bem apropriado. é bom... a visão do amor, ou a falta dela, por uma menina de 14 anos. as aventuras das descobertas amorosas dela são cadenciadas pelo processo do fim do casamento dos pais. 

aí fiquei pensando: para os filhos, será melhor ter um lar formal desestruturado, ou simplesmente não ter um lar formal? o que é mais ou menos nocivo?

de qualquer forma, o amor é mesmo incompreensível. 

quanto a mim - o tempo que passei no cinema parece que a minha alma veio me dar um alô, mas depois foi de novo embora quando eu estava no congestionamento. e até agora nada dela...
eu não consigo usar bota se o termômetro marca mais do que 20oc. será que só eu tenho calor nos pés? (ando numa fase: "será que só eu...?")

domingo, 9 de agosto de 2009

eu não sou nenhuma miss... sei disso. tenho muitas coisas sobrando, faltando e/ou fora do lugar. mas, vou me dar o direito de dizer que acho que pessoas com sobrepeso (politicamente correta!) não deviam usar camisetas com coisas escritas, seja em que língua for.

hoje vi uma mulher na rua com uma camiseta com vários "over" escritos um embaixo do outro. mal dava para ler, já que as letras às vezes entravam nas saliências e saía só um pedaço da palavra do outro lado.

over, muito over...
eu odeio quando as pessoas dizem que Sofia não se parece comigo. se você achar isto, guarde para você porque eu não estou interessada.

Sofia é a minha cara. uma versão colorida e de cabelo enrolado. eu amo o cabelo da minha filha, por mim fica num black power até alcançar o céu!
quando eu era pequena cantava:
"nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos ricos"

foi a primeira dialética da minha vida - era complexa aos 6 anos de idade.

agora sei a letra certa, tá???
eu acho lindo o cabelo da Vanessa da Mata.

será que sou só eu que acho?

sábado, 8 de agosto de 2009

então tá, depois de muita insistência da minha própria mãe eu resolvi sair com ela e as amigas. era aniversário de uma delas, de quem eu gosto bastante.
fomos a um bar com música ao vivo, um mesmo a que eu vou há pelo menos 10 anos (aquilo já é um baú de lembranças!).

estava tudo mais ou menos ok - tirando o bizarro acontecimento de zezinho, huguinho e luizinho quererem comer a vovó donalda que vos fala. a música era boa, a polenta não estava engordurada, a cerveja estava gelada. tudo ia bem, até chegar o momento do parabéns. porque foi que me obrigaram a usar um chapéu ridículo enquanto todo o bar olhava para mim? porque? porque? e ainda tiraram uma foto. estou até agora atormentada pela minha imagem usando um quepe azul. dá para rebobinar e apagar essa parte da minha vida?
19 é pedofilia, né? gente, o que têm as mulheres de 30 que atrai essas crianças? eu disse para ele: querido, vou ter que comprar NAN RN! ele ficou inconformado diante da minha rejeição. como assim? alguém me salva??? em que planeta estamos mesmo???
se eu fosse homem teria barba. é a única inveja que tenho dos homens: a barba

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

será que hoje vai dar para colocar aquela regata linda? (e poder tirar o casaco de cima!) com aquela sandália que já estava mofada no fundo do armário? e meus dedos vão sentir o frescor do vento?

adoro ter que sair de casa para trabalhar, sempre adormeço no dia anterior pensando em que roupa vou vestir no seguinte...
o meu vizinho acha que sabe cantar. aposto que nem a mãe dele aguenta ouvi-lo, e eu sou obrigada já que ele canta a dois metros da minha janela.

quando ele começou hoje "o sol não adivinha, baby é magrelinha", eu pensei em atirar um ovo na janela dele. depois lembrei que eu sou uma mãe de família, e não pega bem jogar um ovo no vizinho e depois ficar escondida para ver o que ele vai fazer.

putz, será que ele consegue me ver se eu jogar?!? será? será?!?
amanhã tenho que ir ao shopping na hora do almoço, comprar o presente de um amigo querido. vou dar um livro do Dostoievski - se ele não tem, vai curtir ter; se já tem, pode ir lá trocar por um que queira. adoro presentear pessoas que gostam de livros! nunca sei o que dar quando não é livro - será que sou monotemática??

mas, o drama maior é comer na praça de alimentação. não tem nada, ou quase nada, que eu odeie mais do que comer na praça de alimentação do shopping. aquele "zum zum zum" que fica de fundo, o barulho do bater de garfos e pratos, faz confusão no meu cérebro!

par contre, eu não posso me dar ao luxo de ir no américa, que era o que eu queria fazer. então, vou levar o frontal para a sobremesa.
Tenho trabalhado feito uma camela, e quando chego em casa tenho uma bebê linda que pula no meu colo e demonstra todo o amor que ela sente por mim. Aí tenho que brincar com essa bebê. Nosso diálogo:
eu:
"Sofia, vamos ler um livro?"
ela:
sobe nas minhas costas e fica imitando cavalinho!

que tal brincar de cavalinho, e de gangorra com ela sentada nas minhas pernas, depois de dez horas escrevendo a tese, procurando documentos para citar?

mas, aquele sorriso me desanuvia...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

nem só de teses e fraldas é feito o mundo

é feito também de rimel, lápis de olho, sombra e batom!

nunca fiz maquiagem, mas de uns meses para cá entrei num surto: não saio de casa sem pintar os olhos! 
aí quis aprender a fazer efeitos esfumaçados (sim, isso existe!), e me deparei com o seguinte texto: Monocromático e dramático, o olho vem escuro da raiz dos cílios até um pouco acima do côncavo dos olhos, esfumaçando a medida que chega próximo a sobrancelha.

agora, me diz se não é uma arte? dá para fazer um projeto de pós-doc com isso.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

o diagnóstico de Sofia (e as duas horas de lazer da mãe dela!)

Parece que o que Sofia tinha era medo, ou algo parecido com isso. Desde que segui o conselho da minha mãe (a claustrofobia serviu para alguma coisa!!) de deixar a porta um pouco aberta até ela pegar no sono, que o adormecer de Sofia tem sido mais tranquilo. Ela ainda chora um pouco quando percebe que vai para o berço, e a mãe em culpa (o que é um pleonasmo já que toda mãe está sempre em culpa por alguma coisa que, na maior parte das vezes, não fez) achou que podia ser que ela não tivesse sono. Mas, assim que saí e não fechei a porta ela parou de chorar e dormiu imediatamente. Ou seja, estava com muito sono.
Depois que ela foi dormir fui assistir o filme que aluguei - o segundo esta semana, que progresso! Um baita de um soco no meu estômago, mas um belíssimo soco! O filme é Katyn, e conta o massacre dos oficiais poloneses (12.000!) pelos soviéticos em 1940. Doííído... mas, valeu cada segundo!

Das coisas que as pessoas falam na rua

e você não perguntou!

Está frio - menos do que 20oC e mais do que 15oC -, sempre tem alguém que diz: "nossa, mas o bebê na rua com esse frio?"

Está calor - mais do que 25oc e menos do que 30oC -, sempre tem alguém que diz: "nossa, mas o bebê na rua com esse calor?"

Ou então: "vir para o supermercado com ela? mas, não tinha com quem deixar?"

Olha, tem que ter passado cem vezes na fila da paciência para aguentar isso!!!

domingo, 2 de agosto de 2009

será que ela não é mais um bebê?!?

O drama da noite continuou, e Sofia venceu: está aqui deitada na minha cama, bem atrás de mim, com a luz acesa e tudo...
A minha mãe acha que ela não quer mais dormir no berço porque é pequeno (a minha mãe acredita que todas as pessoas do mundo sofrem de claustrofobia), e que ela se sente "presa" ali dentro. E eu que achava aquele bercinho tão aconchegante, e até pensava que tinha vontade de ser eu a dormir ali...
E sugeriu que eu compre um colchão de solteiro e coloque no chão para ela dormir. O bercinho dela se transforma em caminha, é só retirar as grades, mas é meio alto e tenho receio que ela se mexa e caia.
Mas, o drama maior é: se eu desmontar o bercinho, tecnicamente eu deixo de ter um bebê em casa, certo? Ai meu Deus, será que eu suporto isso??

twitter ou não twitter?

eu queria ser uma pessoa que tem twitter (será que o twitter "se tem"?)... eu acho que eu seria feliz com o twitter... eu acho que penso e faço coisas interessantes (para quem??? rsrsrs) para compartilhar... ops! esse é o ponto: compartilhar com quem? simplesmente, não conheço ninguém que use o twitter. me sinto velha, muito velha.

e eu que batia no peito

e me orgulhava de ter conseguido fazer com que Sofia adormecesse sozinha. Levava-a até o berço, fazia uma oração para o anjo da guarda, dizia boa noite, te amo, beijinho, e ia embora. Ela simplesmente dormia.
De uns dias para cá a hora de colocá-la no berço tem sido um pesadelo. Ela chora, se esgoela, chama "mamãe, minha mamãe", até não aguentar mais e sucumbir. É, eu a deixo chorar (claro que se ficar crônico vou até lá para acalmá-la; considero crônico depois de 10 minutos de choro ininterrupto), mas não pense que fico ali feliz da vida fazendo qualquer outra coisa - imagine uma louca, sentada no chão com o ouvido colado à porta fechada: essa sou eu quando deixo Sofia chorar.
Estou triste com este retrocesso, mas parece que a vida inteira é isso, né? Dois passos para frente e um para trás, e isso sendo beeem otimista! Porque há fases na vida que é nenhum para frente, e três para trás. Cruzes!!!

ao shopping

ir ao shopping sozinha com Sofia é ume delícia, mas sempre esqueço de observar a regra No 0: nunca, jamais, ultrapassar 1h30 de programa! Hoje fiquei tão entretida com as vitirines, e os bichinhos (quase comprei um coelho, depois quase comprei 1 casal de periquitos australianos, e depois acabei comprando uma cozinha de brinquedo para Sofia, porque a cozinha não precisa de companhia quando formos viajar! ufa, ainda bem que desta vez eu raciocinei rápido!), e comemos, e comemos sobremesa. Quando notei já era Sofia querendo destruir o shopping, irritadíssima - e eu, super compreensiva, qurendo "só dar uma passadinha na livraria cultura". Mas, contive o meu ímpeto e fomos embora.
A pobre Sofia fechou os olhos assim que entramos no carro... aí fui até a casa da vó dela para deixar a bichinha dormir mais um pouco. E aí, uma vez na casa da avó haja biscoito trakinas de lanche. É inevitável - porque a minha mãe gosta tanto de dar comidas que eu não aprovo para Sofia??? Eu acho que é para me provocar, mas ela diz que não: "a menina gosta tanto de chocolate"... É, ela gosta de voar se tacando do 4o andar também, mas eu não deixo!!! hunf! 

e quando...

você chega em casa com o BlauBlau, o Doudou, dois livros infantis, quatro chupetas, uma cozinha de brinquedo recém-adquirida (e enorme), uma mochila pesada, dois vasos de plantas, um saquinho "com não-sei-bem-o quê dentro", e um bebê de 11 kilos, e percebe que está tudo mais escuro do que o normal????
Aí você fica tentando se enganar: não, só está escuro, não é falta de luz... eis que adentro a garagem (escura), e vejo o porteiro com uma lanterna na mão! Oh não!!! Pois é, 4 andares de escada com toda essa tralha! E coitado do vizinho que chegou na mesma hora, teve que subir a tal cozinha.

Inocência e inocentes

Estava hoje pensando sobre a inocência... aí concluí que sou inocente. Faz uns dias perdi uma inocência bem inocente: ainda acreditava que existiam inocentes, pode?

perdi a minha cama...

Sofia agora resolveu que dorme na minha cama todos os dias... ela acha mesmo que a cama é dela. Estava se esgoelando de morte, parou quando a coloquei na MINHA cama! O que fazer???


"é proibido não tocar"

Fomos a exposição « É proibido não tocar », com obras do Bruno Munari. Eu adorei! Sofia gostou das obras em que ela podia « subir por um lado e descer pelo outro ». O pior eram as partes que o « orientador » da exposição resolvia sentar todo mundo em círculo para explicar como ver. Eu tinha que fingir que Sofia estava sentada, na verdade ela estava aprisionada no meu colo. Ok, estava escrito que a exposição era indicada para maiores de 2 anos. Mas, a minha filha é precoce!!! ahã...


Sofia x Rapahel

Acho que passamos para o estágio 2 da relação Sofia x Raphaell (meu carro novo): em dois, de nossos 4 percursos, ela dormiu! Nos outros dois: eu cantei muitas músicas que intimidam o choro, por exemplo: « fui no tororó beber água e não achei, achei linda Sofia que no tororó deixei » (ando trocando para « que do tororó levei », nunca entendi essa do cara encontrar uma linda morena no tororó – lugarzinho improvável -, e deixar a mulher por lá), mas Sofia só quer « cocó », tenho que me empenhar mais para decorar as letras... na outra viagem, fiquei imitando « falar árabe » para ela, que consiste em fazer barulho com a língua. Ela riu muito, mas quando cansei e parei... chroooou, até chegar em casa. E nem adiantou eu querer « falar árabe » de novo, já tinha perdido a graça.


quando as brincadeiras se repetem

Isso da Sofia querer que eu repita a mesma brincadeira mil vezes ,anda me desencorajando a brincar com ela em certas modalidades. Da última vez que fiz cavalinho com a perna, passei três dias mancando; quando fui imitar tatu-bola ganhei hematomas mil, todos aqui ainda